O PROJETO

Blue Seven plays Dexter Gordon é uma colaboração entre músicos brasileiros e americanos que homenageia a música e o espírito do saxofonista Dexter Gordon. O septeto estará se apresentando no Brasil em 2003 com a presença do baterista Matt Wilson, do baixista Bob Bowen, e do compositor, arranjador, saxofonista Ohad Talmor. Matt, Bob e Ohad moram em Nova Iorque e são importantes figuras do Jazz internacional. Eles se juntarão aos seus colegas brasileiros, importantes participantes do meio musical brasileiro, e todos profundamente envolvidos com o Jazz tradicional.

O projeto conta com a participação de Kiko Araújo que trabalhará uma video-performace durante o show.

A seleção musical consiste em re-arranjos das músicas de Dexter Gordon feitas por Ohad visando explorar suas composições mais importantes, consideradas "standards" do repertório Jazzístico, algumas outras composições menos conhecidas e/ou tocadas, assim como algumas composições do repertório "standards" que são intimamente associadas ao saxofonista. Os re-arranjos das músicas de Dexter Gordon foram especialmente encomendados para o grupo levando em consideração a personalidade musical de cada músico e sua integração dentro do Blue Seven. A possibilidade de tocar na forma de um septeto permite uma grande riqueza em termos das cores e de texturas musicais. A música é concebida e será tocada sob um conceito e vocabulário do Jazz contemporâneo, mas terá características particulares da música de Dexter Gordon permitindo que seja interessante, melódica, divertida e que contenha seu elemento principal: SWING!!


Dexter Gordon
(notas do encarte do CD Sax Tenor - Jazz Legends)

"Dentre os críticos, artistas, e fãs de Jazz, existe uma profusão tão grande de opiniões sobre o que é bom ou ruim para a arte quanto existem seguidores. É em certo sentido, uma arte onde o culto é um fator maior. Cada uma das inúmeras escolas ou subdivisões tem seus próprios defensores, quase sempre fanatizados. Poucos, bem poucos, são os nomes veneráveis no Jazz que não se transformam no centro de debate quando dois ou mais apaixonados discutem sobre os seus artistas prediletos. Um deles é Dexter Gordon, o executante de soprano e tenor, um dos primeiros a transferir as características do bop para o tenor. Ele mesmo veio a se constituir em uma enorme influência nos músicos importantes dos anos cinquenta e sessenta. Em 1940, Dexter Gordon tornou-se um membro da orquestra de Lionel Hampton, onde permaneceu até 1943. A partir de então, ele excursionou com as bandas de Fletcher Anderson, Loius Armstrong e Billy Eckstine, mudou-se para Nova Iorque como solista free-lance e fez muitas gravações com o seu próprio nome. De volta a Los Angeles, em 1946, Gordon continuou como free-lance e iniciou uma parceria informal com Wardell Gray, de forma intermitente até 1952, quando Dexter começou a cumprir a primeira das duas condenações por delitos com drogas proibidas (1952-1954 / 1956-1960). Reintegrou-se à vida artística nos anos sessenta com uma série de gravações que foram muito bem recebidas. Gordon mudou-se para Copenhagen em 1962, onde fez sucesso no seu clube Montmartre. Em meados dos anos quarenta, seu estilo foi de grande valia para o sax tenor e veio a influenciar muitos intérpretes, cuja referência primária era Lester Young. Sua qualidade tonal, sempre eivada de calor, permaneceu totalmente inutável por quarenta anos, especialmente quando executava baladas".